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21 de julho de 2019 - 02:47
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Ex-presidente Temer é preso pela Operação Lava Jato

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Momento da chegada do ex-presidente Michel Temer a carceragem da Polícia Federal-Foto: RS

Por: Eudes F. Góes

O ex-presidente do Brasil Michel Temer (PMDB) foi preso na manhã desta quinta feira (21) logo após sair de sua residência localizada na rua Bennet, no Jardim Universidade, Zona Oeste da capital paulista. A ordem de prisão foi assinada pelo Juiz Federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal do Rio de Janeiro, que atua na Operação Lava Jato.

As prisões têm base na delação de José Antunes Sobrinho, dono da Engevix o qual afirma que pagou um milhão de reais em propina a pedido do Coronel João Batista Lima Filho e de Moreira Franco, tudo com o total conhecimento de Temer. A empresa do delator fechou contrato em um dos projetos da Usina de Angra 3.

Ao todo foram expedidos oito mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e mais 26 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Distrito Federal.

Moreira Franco (Esq) Michel Temer (Dir) -Foto:RS

Além do ex-presidente, foram expedidos mandados para a prisão de Moreira Franco, ex-ministro de Minas e Energia do governo Temer; João Batista Filho, o Coronel Lima, amigo do ex-presidente; a mulher do Coronel Lima, Maria Rita Fratezi; o sócio do Coronel Lima, Carlos Alberto Costa; o ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro; e ainda ,   Carlos Alberto Costa Filho, Vanderlei de Natale, Ana Cristina Toniolo, e Carlos Alberto Montenegro Gallo.

A ação de hoje  é decorrente da Operação Radioatividade, investigação que apura os crimes de formação de cartel e prévio ajustamento de licitações, além do pagamento de propina a executivos da Eletronuclear. Após decisão do Supremo Tribunal Federal, o caso foi desmembrado e remetido à Justiça Federal do Rio de Janeiro.

Em nota, o  Partido dos Trabalhadores (PT) declarou que espera que se confirme a prisão do ex-presidente Michel Temer, aquele que eles consideram um inimigo desde o impeachment de Dilma Rousseff;  que o ato da justiça não seja mais um espetáculo pirotécnico da Operação Lava Jato. O autor da nota afirma esperar que a prisão de Temer não seja como foi a prisão de Lula, que teve uma condenação sem provas, observando que tudo deve acontecer, respeitando o processo legal

O MDB também publicou uma nota segundo a qual lamenta a postura açodada da Justiça à revelia do andamento de um inquérito em que foi demonstrado que não há irregularidade por parte do ex-presidente da República, Michel Temer e do ex-ministro Moreira Franco. O partido afirma ainda que espera que a Justiça restabeleça as liberdades individuais, a presunção de inocência, o direito ao contraditório e o direito de defesa.

Carlos Ayres Britto, ex ministro do supremo- Foto:RS

Carlos Ayres Britto, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou que “a prisão de Lula e agora de Michel Temer revelam que o país está passando por um momento delicado, mas disposto a se repaginar no princípio da moralidade”.

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