Força Nacional chega com trezentos homens para ajudar no combate ao crime organizado no Estado do Ceará

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Por: Eudes F. Góes

Um contingente de 300 homens da Força Nacional chegou ao Ceará para ajudar a Polícia Militar do Estado a combater a onda de ataques a prédios públicos, instituições bancárias, veículos e até viaduto, que acontecem desde a quarta feira (3) na capital Fortaleza e também em  vários municípios.

A ordem para o deslocamento da Força Nacional partiu do Ministro da Justiça e Segurança Sérgio Moro, após um pedido formal do governado cearense Camilo Sobreiro Santana, reeleito ao cargo pelo Partido dos Trabalhadores.

Os ataques foram acontecendo de forma ordenada após a mídia cearense divulgar a fala do Secretário de Administração Penitenciária, Luiz Mauro Albuquerque, recém-nomeado pelo governador, o qual afirmava  que o estado não reconhece facções criminosas.

Oficialmente a Secretaria de Segurança Pública não dá números oficiais sobre a quantidade de ataques, mas os policiais que estão atuando na linha de frente relatam que eles já somam  mais de setenta.

A atuação da Força Nacional deu-se a partir de sábado (5) e até o momento cerca de 100 pessoas envolvidas em crimes já foram presas no contexto das operações, mas mesmo com todo o aparato que entrou em atuação os ataques não foram interrompidos. Novas ações continuaram a ser registradas, porém em menor número.

Informações do setor de inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Ceará dão conta de que as facções criminosas se uniram para enfrentar o Estado, um fato até aqui nunca registrado.

As três facções criminosas que disputam o território pelo tráfico de drogas no estado são: PCC (Primeiro Comando da Capital), CV (Comando vermelho) e  GDE (Guardiões do Estado). Essas facções têm seus quartéis dentro dos presídios e, ultimamente, decidiram que o inimigo comum é o Estado.

De acordo com o chefe das operações, caso seja necessário, as forças federais atuarão sobre os presídios estaduais onde estão os chefes do crime organizado.

Chamou a atenção das autoridades de Brasília o fato do Governador Camilo Santana ter requerido inicialmente o apoio do Exército Brasileiro no próprio Estado do Ceará, o que levou a uma investigação por parte do Ministério da Justiça e Segurança. Posteriormente ele rendeu-se,  solicitando o apoio do Planalto.

Camilo Santana foi reeleito em  2018 por uma coligação com 18 partidos, com aproximadamente 3,6 milhões de votos para continuar governando um estava onde já estava instalado um verdadeiro caos  com grandes assaltos, inclusive a instituições financeiras, assaltos que espalharam o terror na região com a morte de vários reféns inocentes.

Apesar de tudo isso a principal bandeira do então governador foi o combate à violência, o que mostra uma verdadeira contradição, já que foi em seu governo que a criminalidade alcançou o maior pico, com um número elevado de assassinatos e ataques atribuídos à guerra das facções pelo domínio de territórios para comercialização  de drogas.

A eleição de Camilo Santana aconteceu no primeiro turno devido ao apoio que recebeu de Cid Gomes, irmão do ex-governador do estado Ciro Gomes. Já no segundo turno ele teve o apoiou do então candidato Fernando Hadad do PT, substituto de Lula.

Mesmo tratando-se de um opositor, que inclusive negou-se a comparecer à posse de Jair Bolsonaro, este não lhe negou apoio, pois segundo as palavras do próprio presidente, o palanque já foi desmontado e agora o importante é o povo brasileiro.Frisou o presidente.

 

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