Mulher alvejada em festa no Segundo Distrito tem morte cerebral

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Jucilene Farias- Teve morte cerebral diagnóstica pelos médicos- mas o coração ainda bate- familiares estão sendo consultados para saber se irão doar ou não os órgãos-Foto: RS

Eudes F. Góes

A funcionária pública Jacilene Farias de Lima (40), baleada na cabeça durante uma festa na noite de sábado (4), no antigo balneário TOP 15, que deu entrada no Pronto Socorro de Rio Branco em estado gravíssimo, teve morte cerebral atestada pela equipe da UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), mas continua ligada aos aparelhos.

De acordo com informações, a mulher que estava na festa  decidiu ir até a parte frontal do ambiente para comprar um churrasquinho, quando chegaram dois homens em uma motocicleta e um deles disparou vários tiros na direção dela.

Assim como Jacilene Farias de Lima, Marcela Morais também foi alvejada   e ambas foram resgatadas por ambulâncias enviadas pelo SAMU.

Policiais militares foram até a cena do crime e empenharam várias buscas para tentar prender os criminosos, mas não obtiveram êxito.

Por ocasião dos primeiros atendimentos no pronto socorro os funcionários do hospital descobriram que tratava-se de uma colega de trabalho.

Mesmo com toda a atenção dos profissionais voltada para o caso, não foi possível salvar a mulher, já que a bala alojada em seu crânio produziu traumas irreversíveis.

Contam alguns colegas que Jacilene é mãe de duas meninas, as quais criou com muita dificuldade, mas apesar das lutas estava sempre sorridente e de bem com a vida.

Amigos foram às redes sociais postar suas últimas homenagens àquela que, segundo eles, foi um exemplo de força, dedicação e resistência.

Uma das mensagens mostra o que ela representava para os amigos:

“Só quem conviveu com você sabe a guerreira, batalhadora, mãe e pai que nunca deixou esse sorriso lindo que você tinha. Aquela alegria enorme. Sentirei muito a sua falta, a falta de sua presença na minha vida”.

Marcela Morais, a outra vítima, alvejada no ombro  segue fora de perigo de morte, mas ainda está internada no Pronto Socorro.

Jacilene está na sala de  trauma, onde aparelhos conectados ajudam a manter o coração e os pulmões funcionando, enquanto a direção do hospital aguarda a decisão da família sobre a doação de alguns órgãos. Logo que saia uma decisão, os aparelhos serão desligados.

A Polícia Civil ainda não deu nenhuma explicação sobre o caso, mas as investigações continuam.

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