O Sistema Público de Saúde do Acre agoniza em meio ao descaso das autoridades

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O sistema de saúde no Acre parece até um moribundo que arqueja na UTI. De tão sucateado pelos governos passados nada tem a oferecer para a população que paga em dia seus impostos, mas quando precisa de um atendimento bate com a cara na porta.

O Pronto Socorro de Rio Branco já virou um caso de  Polícia. Há tempos a unidade vem dando sinais de decadência. Faltam ali desde chapas para raios x a seringas de injeção, passando por cadeiras e macas. A sala de emergência clínica exala um mau cheiro insuportável a ponto de deixar os moradores da cidade apavorados com a ideia de que um dia poderão precisar  ficar nas dependências do hospital..

O Pronto socorro do HUERB é o único que presta atendimento à população da cidade e ainda recebe pessoas de outros municípios. Em um estado com tão poucos hospitais, a principal unidade de urgência e emergência do estado teria que ter pelo menos uma estrutura razoável.

Por que os faladores da Assembleia Legislativas não largam suas cadeiras e fazem uma visitinha ao HUERB? Será que vão passar quatro anos fingindo que estão trabalhando?

Leandro do Nascimento- depois de um vida inteira passa por vexame-Foto: Eudes Góes

Muitos são os casos de pessoas que precisam de atendimento e são vítimas do descaso das autoridades: O senhor José Leandro do Nascimento, de 58 anos, é um deles. Ele foi vítima de AVC (Acidente Vascular Cerebral) e procurou o hospital de sua cidade, Tarauacá, para ser medicado. No local foi informado de que as condições eram precaríssimas, mas deram a ele alguns remédios e o internaram. Temendo um mal maior, familiares do paciente decidiram trazê-lo para a capital e interná-lo no HUERB (Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco). Chegando ao hospital, o paciente precisou de uma cadeira de rodas e a que tinha disponível estava sem a menor condição de transportá-lo.

Jovem com pressão baixa-teve que ser carregado nos braços- não havia cadeira de rodas e nem macas-Foto: Eudes Góes

Outro trabalhador que veio do Bairro Sobral em péssimo estado de saúde precisou de uma maca ou uma cadeira de rodas para se acomodar, e o hospital não tinha nem uma nem outra para oferecer.

João Braz tenta operar uma perna a sete meses-Foto: Eudes Góes

Um homem que tenta operar sua perna há sete meses está sendo jogado de um lado para outro sem conseguir o agendamento para a cirurgia.

Homem tenta um cateterismo- se acorrentou ao portão do hospital-Foto|: Eudes Góes

Estamos no início de um  mandato e todos têm consciência de que o tempo de governo ainda é exíguo para que grandes mudanças sejam cobradas. Contudo, é necessário que sejam tomadas providências para o melhor funcionamento do único Pronto Socorro que existe na cidade. Situações emergenciais exigem soluções emergenciais, e a situação em que se encontra o HUERB impõe a tomada de medidas urgentes impedindo assim que a  unidade feche de uma vez suas portas.

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